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Especial - Sustentabilidade
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Lixo eletrônico - como combater
A tecnologia dos aparelhos eletrônicos
caminha a uma velocidade incrível.
Desde a década de 90, quando os
celulares e computadores passaram a
ter uso pessoal mais freqüente, as
inovações tecnológicas vêm surgindo,
novos aparelhos são lançados e os
antigos caem em desuso. Por conta
disso, a quantidade de aparelhos
descartados aumenta a cada dia, e o fato
acabou tornando-se um sério problema
ambiental.
O material gerado a partir de
eletrodomésticos e eletroeletrônicos
possui metais pesados em sua
composição, como mercúrio, chumbo,
cádmio, manganês, entre outros. Esses
materiais, quando jogados fora como lixo
comum, seguem para aterros sanitários
e essas substâncias tóxicas são
liberadas e penetram no solo. Isso causa
a contaminação de lençóis freáticos, que
por sua vez contaminam animais e seres
humanos, e os efeitos podem ser
extremamente perigosos. Caso sejam
queimados, o efeito pode ser ainda mais
devastador, pois contaminam o ar.
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A solução para esse problema ainda é procurada por cientistas. Até o
presente momento, a alternativa mais pertinente são os 4 R´s: Redução,
Reutilização, Reciclagem e Recuperação. Em 2005 foram publicadas na
União Européia duas importantes leis ambientais que ajudam muito na
redução de lixo eletrônico:
- todos os fabricantes que vendam equipamento elétrico e
eletrônico nos e para os países da UE coloquem etiquetas no
equipamento para informar os clientes de que este deve ser
reciclado e que devem certificar-se de que os respectivos produtos
são devidamente eliminados ou reciclados após o ciclo de vida.
- exige que os fabricantes eliminem ou minimizem a utilização de
chumbo, mercúrio, cromo hexavalente, cádmio, éteres de bifenilo
polibromado e difelino em equipamento elétrico e eletrônico
vendido na UE após 1 de julho de 2006.
No Brasil as leis ainda não têm este rigor, porém, como as principais
empresas de eletroeletrônicos são multinacionais, as leis já são
aplicadas em seus produtos. A única lei vigente em relação a isto diz
respeito aos fabricantes de pilhas e baterias, que tem que apresentar um
programa eficiente de coleta dos dejetos gerados. Até agora, pouco
sucesso foi obtido, já que pouca divulgação é feita e os consumidores
desconhecem o quão nocivas para o meio ambiente podem ser as pilhas
e baterias que utilizam.
Para que o lixo eletrônico seja controlado de forma satisfatória, são
necessárias algumas providencias simples como realizar coleta seletiva
de lixo eletrônico, encaminhando-o a empresas especializadas em coletar
e separar os diversos componentes. Nestas empresas, cada
classificação de componente deve ser encaminhada a uma empresa
diferente, de acordo com seu material.
Infelizmente, até o presente momento, poucas são as empresas que
realizam este tipo de serviço, por falta de incentivo e informação. O
consumo desenfreado da população também contribui para que o
problema só aumente, portanto são necessárias mais campanhas de
conscientização para que pessoas e empresas consigam trabalhar em
conjunto para que o lixo eletrônico não se torne um problema ainda maior
para o planeta.
O mercúrio, se inalado ou tocado pode causar problemas de estômago,
renais, neurológicos e alterações genéticas. O cádmio é considerado um
agente cancerígeno. O zinco pode causar sérios problemas pulmonares
se inalado.
Dados recentes apontam que no mundo já existem mais de 50 milhões de
toneladas de lixo eletrônico.