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MATISSE
Pinacoteca do Estado:
Praça da Luz, 2
(11)  3324.1000
Aberta de terça a
domingo das 10h às
17h30, com permanência
até as 18h - Ingresso
combinado (Pinacoteca +
Estação
Pinacoteca):R$6,00 e
R$3,00 (meia), entrada
gratuita para menores de
10 anos. Grátis aos
sábados.
NÃO PERCA
Colóquio Matisse - Pinacoteca do Estado de São Paulo

Debate internacional entre os dias 8 e 10 de setembro sobre a vida e a obra de Henri
Matisse. O evento reúne, críticos de arte, curadores e artistas como Sônia Salzstein,
Ronaldo Brito, Dominique Szymusiak, Emilie Ovaere, Robert Kudielka, Paulo Pasta,
Beatriz Milhazes e Leda Catunda. Inf. 3324.0967/ 3324.1009
ASSISTA
Vídeo com seleção
de suas principais
obras
A primeira individual de Matisse (1869-1954) no Brasil será na
Pinacoteca do Estado, em setembro. O conjunto de 93 telas,
colagens, gravuras, esculturas, desenhos representa a trajetória de
experiências inovadoras deste artista francês.

Matisse descobriu seu talento artístico quando aos vinte anos, teve
de ficar em repouso por causa de uma moléstia. Durante o período
de convalescença começou a pintar. Ao se recuperar, ingressou na
academia de artes de Maurice-Quentin Delatour, um dos grandes
pintores franceses.

Matisse trabalhou em diversas regiões da França, na Espanha e no
Marrocos, sendo que nesta última viagem, as cores e as texturas
exerceram um grande fascínio, influenciando sua arte de forma
definitiva, seja pela luminosidade das cores, seja pela simplicidade
das formas.

A cor para Matisse, era a matéria prima, o elemento básico e a
genese de sua pintura. Mais tarde, ao final de sua vida,
impossibilitado de pintar com a peculiar expressividade, criou "a
pintura com tesoura". Colorindo cartões e papéis com guache,
recortava retas e curvas com a mesma liberdade que tempos atrás
conseguia com pincéis e lápis. O resultado foi surpreendente: cores
vivas contrastando com planos neutros, permitiam a identificação de
formas em movimento e profundidade de campo, como no caso de
"O lançador de facas" do álbum Jazz(1947).
Jazz é um livro com cerca de cem gravuras feitas com base em
recortes de papel. Os temas são o teatro e o circo. A linha de
orientação, a improvisão como conceitos geraram o nome, daí Jazz.

O artista escreveu em 1947 a um amigo
" Existem coisas maravilhosas no verdadeiro jazz, o talento de
improvisar, a vivência, do músico e do público tornarem-se apenas
num".
O lançador de facas. Colagem. Álbum Jazz.
Prancha XV.